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Letters and words

Letters and words

3 de uma vez

Caro Leitor,

Há muito que não escrevo... Há mais ainda que não escrevo sobre filmes - atuais ou não. Por isso, aproveite e goze estes 3 de uma só vez.

O primeiro que vi foi o 1917, de Sam Mendes.

 

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O título remete para a localização temporal, mas também para a espacial (sabemos por onde iremos andar) e parece que não tem pretensões de deixar adivinhar mais nada da trama. Aliás a trama, a história, é muito básica. Não quero com isto depreciar o filme, antes pelo contrário! Simples, mas suficiente para agarrar o espectador. Assim sendo, o filme não desilude. As proezas relativas à filmagem,  um único plano-sequência, são incríveis e fazem perfeitamente sentido uma vez que seguimos, literalmente, a missão destes jovens durante algumas horas.

A beleza da fotografia espantou-me e atirou-me para os campos e trincheiras da 1ª guerra mundial. Adorei a cor que percorre o filme e a mudança de tonalidades à medida que avançamos.

Gostei particularmente da imagem circular presente no filme. O filme começa e acaba com Schofield sentado junto a uma árvore. O que separa estas duas cenas é a diferença na luz - simbólica para mim - e também o próprio Schofield que está transformado por toda aquela experiência.

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A banda sonora é surpreendente e, à exceção de uma canção que ganha protagonismo, limita-se a acompanhar os heróis desta missão. Ela, com a própria história é secundária. 

Gostei também das presenças fugazes de atores conceituados. Isto, porque muito se falou das caras pouco familiares dos jovens protagonistas, mas George Mackay (Schofield) já me era bastante familiar e já lhe tinha reconhecido o talento (Em Marrowbone, um filme de produção espanhola, George Mackay está brilhante).

Gostei de ver os inúmeros vídeos que percorrem a Internet sobre as filmagens do filme, como o aspeto visual foi conseguido e como se prepararam os atores e a equipa técnica para tal façanha.

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Achei que merecia o óscar de melhor filme, apear de ter apenas visto 2 dos outros nomeados. Achei que ia ganhar.

O segundo filme que vi, Knives Out, não foi no cinema. Já tinha visto o trailer há algum tempo e tinha curiosidade para ver o filme. Gosto particularmente de um bom mistério e achava que o filme, não tendo uma grande qualidade (Ricky Gervais gozou com o filme nos Golden Globes dizendo que para obter uma nomeação para melhor filme era muito fácil, pois até o Knives Out estava nomeado, bastava para isso que os protagonistas não se vestissem de gatos), iria gozar com os pressupostos inabaláveis dos whodunnits.

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O filme conta com um elenco prestigiadíssimo, que confere força ao caráter cómico do mesmo quando este brinca com os lugares comuns deste tipo de filme e com a popular Ana de Armas que parece estar agora em todo o lado. O filme tem várias reviravoltas e o "assassíno" é logo descoberto nos primeiros 20 minutos do filme. Descoberto o "assassínio" o que poderá vir depois? Seguem-se twists and turns que nunca mais acabam e nem eu descobri quem era o vilão. Não, não há um mordomo neste filme.

O terceiro filme que vi foi o merecido vencedor do óscar de melhor filme e de melhor filme internacional, Parasites.

Fui ver o filme um pouco hesitante. (Também o The Shape of the Water tinha sido nomeado há uns anos e eu não consegui ainda ver o filme. Talvez nunca o veja. Não percebi como pode ter vencido um filme como o Call me by your name.) Bem, mas prejudice aside, o filme sul coreano é fantástico. Bem filmado, com uma história muito interessante que revela a sociedade em que vivemos e um pouco de nós mesmos, o filme surpreende.

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Somos logo agarrados e não há um momento menos interessante em todo este filme. Também ele possui reviravoltas e leva-nos a olhar para nós, a rever em nós próprios o herói e o anti-herói.

Adorei este poster, apesar de não ser o mais popular. Acho que representa muito bem a mensagem do filme. Vá ver Parasites e confirme!

 

 

 

 

 

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