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Letters and words

Letters and words

Apetecia-me algo...


Caro leitor,


Tomei a liberdade de pensar que talvez se interessasse por uma peça de teatro amador. Num destes domingo, assisti a mais uma, desta vez "A Mansão Veit", do Grupo de Teatro da Associação Clube Jazz de Baltar (Paredes).
A comédia, cujo enredo lembra os whodunnits (ver carta anterior), tem como palco (no pun intended) a Mansão Veit. Nela desfilam as personagens que entram e saem de cena com a mesma rapidez com que surgem os momentos cómicos. Neste desfile de personagens, residentes habituais ou meramente temporárias da dita mansão, desfilam também suas reflexões, congeminações e artimanhas. Há até lugar para um Barão de Ferrero Rocher, imagine-se.

O que eu queria era algo bom e não me desiludi. É uma comédia leve e com temas recorrentes, mas levada a cena de modo profissional e com brio.
Não me deixo de espantar com a profissionalidade do grupo que faz transparecer que tudo foi fácil até chegar ali, à boca de cena. 

Da trama, destaco os erros que estão na base da comédia, com cheirinho a COMMEDY OF ERRORS de Shakespeare. Entre os papeis, destaco, sendo suspeita, o da minha amiga, Elisa - a personagem, não a minha amiga, que por acaso se chama Gabriela. Não é fácil fazer-se de totó e fazer rir em palco é muito mais difícil do que se pensa. Do cenário, gostei particularmente do quadro, muito bem conseguido.
O teatro amador está bom e recomenda-se.
Parabéns a todos os envolvidos pelo trabalho que mostraram, mais uma vez - pois já vi algumas peças do referido grupo - que quem corre por gosto não cansa.  Bravo!
A peça regressará brevemente aos palcos.


P.S. A propósito das referências a negrito, sabia que já lá vão mais de 20 anos desde o famoso anúncio do Ambrósio, apetecia-me algo.

 

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