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Letters and words

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Bailinho

Caro Leitor,

 

A viagem que relato aqui já foi feita em 2014, mas poderá sempre auxiliar os visitantes pela primeira vez ou aguçar a curiosidade dos leitores de ocasião, or nothing of the sort.

Em julho de 2014, aproveitando as viagens low-cost, viajei até à ilha da Madeira e por lá fiquei 4 dias. Fiquei num hotel na região do Caniço, com vista para o Cristo Rei - algo a não perder. O hotel era de 3 estrelas, mas os quartos eram espaçosos, com varandas que ofereciam uma vista fantástica, com várias piscinas espalhadas pelo complexo (nenhuma que tivesse aproveitado, pois quem tem tempo para descansar num hotel quando há tanto para visitar) e com um farto pequeno-almoço.

 

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DIA 1 (10 de julho)

 

Depois da aterragem fantástica num dos aeroportos mais perigosos do mundo 

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(devido à pista parcialmente construída sobre o mar e às correntes de ar fortes e imprevisíveis que ocorrem no local, o referido aeroporto era, à data, o nono aeroporto mais perigoso do mundo) e confiantes que o perigo tinha já passado, esperava-nos uma longa fila na agência de aluguer do carro (apesar de termos tratado tudo online ficamos com a impressão de termos sido roubados. Pelos vistos fica mais barato tratar diretamente com o serviço de car rental e não por um serviço intermediário - mesmo que este anuncie descontos. Depois há coisas que só nos informam in loco, como, por exemplo, a necessidade de um carro mais potente do que o básico, para subir as serras - mesmo necessário! -  e que se não quisermos deixar uma caução ridícula de cerca de 1000 euros temos que pagar um pouco mais do que estaríamos a prever, cerca de 100 euros (penso que era por causa do seguro).

Prepare-se para andar um pouco até ao seu carro, talvez uns 10 minutos - o nosso ficava bastante afastado do edifício do aeroporto - ou talvez com as malas a arrastar parecesse mais longe. Ainda que o carro fosse confortável e não nos tivesse deixado mal, o que relembro desta experiência de aluguer é a dica da funcionária sobre um restaurante onde se comia bem e barato, tipo snack bar, óptimo para quem chegue e ainda não conhece nada e quer almoçar rapidamente antes de partir à aventura... O nosso voo chegou por volta das 10h e ao meio-dia estávamos já no restaurante . Almoçamos, fomos colocar as malas no hotel e partimos até ao Funchal.

O plano era estacionar no Largo das Babosas, na freguesia do Monte, onde me pareceu, nas pesquisas, mais fácil de encontrar estacionamento gratuito, ver as vistas de lá de cima, descer num cesto e voltar a subir. Esse era o plano. Estacionámos, de facto, perto do largo das Babosas, num parque de estacionamento gratuito, muito próximo da entrada para o Jardim Tropical Monte Palace. Na freguesia do Monte,  vimos as vistas dos vários miradouros, observamos o subir e o descer dos teleféricos - sim há dois: o teleférico da Madeira e o do Jardim Botânico - subimos a escadaria da igreja da Nossa Senhora do Monte e mais uma vez deleitamo-nos com as vistas sobre o Funchal e o mar para depois nos aventurarmos nos cestos.

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Fomos 3 num cesto o que proporciona uma viagem um pouco mais lenta - por isso recomendo para os young at heart  um cesto para 1 pessoa ou para 2 pessoas. Os senhores que nos empurram ruela abaixo são muito simpáticos e muito profissionais - sim, porque na mesma rua onde deslizam os cestos também circulam carros, às vezes em ambos os sentidos, e pessoas, e também há cruzamentos - imagine-se -  por onde passam camionetas.

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Ah, e também há paparazzi - não não era por causa do CR7 (aliás, quando visitei o Funchal ainda não havia a famosa estátua). Ernest Hemingway terá descrito a descida nestes cestos como a experiência mais excitante e emocionante da vida dele. A viagem é divertida e recomendável ainda que os preços não pareçam convidativos. Pagamos 45 euros, para 3 pessoas. Penso que para 1 pessoa são 25 euros e para 2 pessoas são 30 euros. Caro, mas vale a pena.

Quando somos obrigados a abandonar o cesto - só porque nos apetecia mais - somos abordados por um outro membro da equipa dos paparazzi que nos oferece uma foto - em troca de algum dinheiro.

Dali a opção seria subir tudo aquilo que tínhamos descido - e que é de facto bastante e deveras  íngreme - ou descer para o centro da cidade para que pudéssemos aproveitar a viagem de teleférico. Descer era a solução, mas como não chegaríamos antes do fecho do teleférico, apanhamos uma carrinha até ao teleférico na parte baixa. Foi-nos recomendado que regateássemos o preço, mas não tivemos coragem.

Chegamos mesmo a tempo da última subida de teleférico, mas ainda antes de iniciamos a viagem ainda demos uma volta pelo jardim e aproveitamos para tirar umas quantas fotos à beira-mar e com muitos sinais de obras à mistura.

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Deleitamo-nos em seguida com a vista panorâmica até ao Monte, e fomos mais uma vez alvo de um paparazzo, que nos tira uma foto no teleférico para que à chegada ao Monte nos ofereçam, mais uma vez a troco de dinheiro, uma foto. Esta foto dava também direito a uma prova de poncha e de bolo do caco num loja de souvenirs ao lado. Tomada a poncha e vislumbradas as migalhas do bolo do caco, comprados os imprescindíveis souvenirs voltamos ao carro. 

Rumamos à zona velha e procuramos estacionamento. Afinal não foi tão difícil, também talvez porque já era fim de tarde, mas há sempre estacionamento num centro comercial que fica mesmo no centro, Dolce Vita, penso. Passeamos pela cidade, passamos pelo mercado, cuja visita ficaria para outro dia, vimos a sé, e muitos madeirenses pelas ruas. Depois rumámos até ao  Pico dos Barcelos (Norte- Santo António), miradouro (355 m) com as ilhas Desertas ao fundo. O tempo estava bastante nublado e a viabilidade não era a melhor, mas mesmo assim valeu a pena. O miradouro proporciona fantásticas vistas sobre todo o anfiteatro do Funchal, o oceano que o banha e as montanhas e vales que o rodeiam.

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 Procurando sítio para estacionar fomos até ao porto, para tirar uma foto do Funchal. Encontramos estacionamento lá para os lados do mercado municipal, perto do Liceu de Jaime Moniz e fomos vendo as ofertas que os restaurantes nos proporcionavam. Acabamos por optar pela Dona Joana Rabo-de-Peixe: Tasca Literária. A razão do nome não sei, e do jantar só se aproveitou mesmo a foto da conta e o passeio pela rua das portas com arte.

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Aqui ficam as minhas portas preferidas:

 

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Depois do jantar, passeamos pelas ruas da baixa e depois de mais umas foto do porto sobre a cidade, desta vez noturna, regressamos ao hotel por volta das 23 horas.

P.S. No Monte, aproveite para visitar o Jardim Tropical Monte Palace, lindíssimo, mas que no meu caso terá que ficar para uma outra oportunidade. 12,5 euros é o preço de entrada e dispense pelo menos um par de horas para experienciá-lo.

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