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Letters and words

Letters and words

Hello London!

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Caro Leitor,

 

Dei um saltinho a Londres na pausa letiva do Carnaval  e foi mesmo apenas um saltinho e, de facto, soube a isso.  Três dias são poucos para conhecer a cidade de Londres, principalmente se estivermos dependentes dos horários de inverno e do tempo britânico. Algumas atrações fecham as 16h30/17h e a luz das 15h mais parece a nossa luz das 17h.

Há de facto muito para ver e muitas das atrações levam o seu tempo a serem vistas, com ou sem filas. Há museus e palácios, torres e pontes, réplicas de teatros e teatros modernos, parques e jardins, rios e canais, performances de rua ("busking") e perfomances mais elaboradas, pubs e mercados, ruas e praças, e muito, mas muito, para palmilhar. Andámos que nos fartamos e mesmo assim ficaram coisas para ver ou experienciar na totalidade.

Perguntará o leitor mais atrevido se me fartei de ouvir o sotaque inglês/londrino e dir-lhe-ei que infelizmente não. Muito sotaque brasileiro e francês se ouviu, mas o predominante foi mesmo o espanhol. !Que están por todas partes! Nas lojas, bares, restaurantes, supermercados, lojas de souvenirs, nas bilheteiras são poucos os verdadeiros ingleses. Nos meios de transporte já se vê um pouco mais, mas ouve-se ainda pouco. Do que me lembro, ouvi apenas um pouco de uma conversa de um casal no metro (e o cansaço era tanto que foi mesmo um pouco) e de um par de namorados no comboio para Gatwick. O rapaz era o típico inglês, cabelo de cor de areia molhada, olhos da cor do céu, pele ainda não beijada pelo sol. Sem olhar muito para eles, não fosse a namorada tipicamente inglesa também sentir uns ciúmes latinos,  foi esta a conversa que me foi entretendo, não tanto pelo conteúdo, mas sim pelo som suave que saia das suas bocas e pelo facto de que não me ia embora sem ver o "meu típico" inglês.

Mais detalhes numa próxima carta.