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Letters and words

Letters and words

Por terras de Arouca

Caro leitor,

18 de agosto. Saída às 8h. Alguns km de auto-estrada em direção a Penafiel, seguidos de 1 hora de caminhos tortuosos, ora a descer para o rio Tâmega, ora a subir pela serra em direcção a Alvarenga. A floresta dissolve-se por breves momentos e o olhar atento vislumbra lá em baixo o passadiço do rio Paiva, mas o que mais impressiona é a escadaria íngreme do percurso, mesmo antes de chegar à praia fluvial do Areinho - o ponto de partida para percurso mais fácil.

Temendo a enchente de turistas e vendo já a quantidade de carros enconstados nas bermas da estrada, o nosso carro fica na descida para o Areinho - right choice (o parque de estacionamento junto à praia estava cheio). A descida até lá em baixo é rápida e às 10h iniciamos o famoso passadiço. Minto, às 10h iniciamos o percurso, mas este não se inicia logo com o belo passadiço. O km 0 é iniciado em terra batida pela floresta - aliás vários kms serão feitos neste terreno - e dura alguns metros.

 

Segue-se depois o passadiço até ao momento em que desembocamos na estrada, perto da ponte, e nos deparamos com a escadaria.

 

A subida é imponente ou pelo menos a visão dela, visto que não custa assim tanto.A vista de lá de cima também impressiona. No final dos degraus, depois de 1 km de caminhada, volta o piso de terra batida. O terreno dificulta a subida, as nossas sapatilhas e calças queixam-se do pó e a subida parece que não acaba.

 

O km 2 é já num piso sem inclinação, em pleno alto da serra, e o caminho de terra batida termina na garganta do rio Paiva - a vista é deslumbrante, ainda mais agora com o passadiço. Enquanto descemos a segunda escadaria - a longa escadaria que serpenteia montanha abaixo ou montanha acima, dependendo da perspetiva e ainda bem que a nossa perspetiva é montanha abaixo - é impossível não apreciar o projeto e parabenizar o autor, mas também é impossível não estarmos gratos pelo facto de a descermos. Sentir pena por aqueles que a sobem sob o calor escaldante de finais de Agosto é natural.

 

A partir daqui as descidas e subidas são suaves e a maior parte do caminho não tem quase elevação. O único incómodo é mesmo o tráfego de turistas em ambas as direções. Depois do km3 a paisagem natural e o rio tornam-se mais bonitos e talvez por isso se percam as marcações dos kms. A ponte suspensa espera-nos um pouco mais à frente e deixa vislumbrar as fantásticas praias fluviais que se avizinham.

 

Deixam-nos as sombras e o calor abrasador das 12h incomoda.

 

Antes de chegarmos a Espiunca, outra praia fluvial, espera-nos novamente um terreno de terra batida, desta vez bastante íngreme. Terminámos por volta das 13h30 - percurso a passo ligeiro, com muitas fotos e com duas paragens para um lanche e repouso - com a impressão de que fizemos o dobro dos 8 km anunciados.

A espera pelo táxi que nos leve de volta ao carro no Areinho desespera-nos. 12 euros para um percurso de 15 minutos, que vale bem a pena - a vontade de voltar a pé até ao Areinho desertou-nos. Almoçamos em Arouca, num fantástico restaurante - Tasquinha da Quinta- onde saboreamos a vitela arouquesa na versão assada e grelhada e ainda vislumbramos o convento de Arouca.

Seguimos para a Serra da Freita em busca de mais geosítios, sem deixar despercebidos os telhados de xisto das aldeias po onde passamos. Na busca das pedras parideiras descobrimos que existem também as pedras boroas. Infelizmente estava fechada a casa - parece aquela anedota do Raul Solnado em que ele afirmava que enquanto soldado tinha chegado à guerra e ela já tinha fechado. Pelos vistos há casas - centros de interpretação - que fornecem informações úteis para perceber o que estamos a ver. As pedras que vimos, da aldeia da Castanheira, depois de muito andar pela serra, tinham parido há pouco tempo, por isso as pedrinhas bebés eram tão recém-nascidas que nem se dava conta da sua presença e como a maior parte dos recém-nascidos não são ainda muito bonitas. https://www.youtube.com/watch?v=nIuKSLmSf2w ou o meu preferido https://www.youtube.com/watch?v=Br-7oaxLfTI

 

Antes do regresso, vimos ainda a Frecha da Mizarela e do miradouro tiramos a foto à cascata.

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